segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
É uma necessidade imensa, de te dizer ,obrigado EUSÉBIO:
- Pelas inúmeras alegrias que me davas em criança e adolescente, em que nos domingos á tarde (nos jogos do campeonato nacional de futebol) e nas quartas-feiras (nas taça dos campeões europeus e então taça das taças e taça UEFA) em que não havia jogo em que não ouvíamos os “relatadores” gritar no na minha telefoniazinha de bolso, “gooooooooooooooooooooooooooooooooooolo de Euséééééébio”! Obrigado pelo modo como “compensaste” tantos momentos difíceis que tive em criança e adolescente) longe da família, da terra… das minhas coisas portanto! Tu, o meu Benfica e a camisola das quinas ajudaram-me a suportar essa solidão imensa.
- Pelo orgulho que desde pequeno me transmitiste em ser português refletido na tua garra e crença de que é sempre possível “dar a volta” à situação…acreditar!
- Por seres a razão de eu ter nascido benfiquista e essa “coisa inexplicável” me correr nas veias dos intervalos da luta…por mais anos que passem e vicissitudes clubísticas…
- Por um dia ter almoçado contigo e me teres mostrado um dos teus joelhos ao mesmo tempo que me dizias (“sem esforço não consegues!”) face ao arrepio que tive na espinha ao ver aquele juelhão completamente disforme e cheio de cicatrizes em todas as direções!
Estou triste sim, apesar de saber que estás acima das contingências dos demais mortais!
Não morreste, apenas faltava o ultimo rugido da “pantera negra” para coroar definitivamente o MITO!
Obrigado campeão!
Almada, em 6 de janeiro de 2014 exactamente em DIA DE REIS como convinha ao MAIOR ENTRE OS MAIORES!
Filipe Lamelas
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Caminhar devagarinho para uma fonte.Filosofia e Espiritualidade: Concerto para 6 orgãos Basílica de Mafra
A diferença entre o Pai Natal e o Menino Jesus
Já que muito vai de moda
Comparar o desigual
Deixai que compara agora
Jesus e o Pai Natal
Jesus nasceu em Belém,
filho de Maria e José
O outro dizem que vem
Da Lapónia ou lá donde é.
Jesus quis nascer criança
Sendo o Filho de Deus,
o outro quis logo ser grande
com barbas brancas de Zeus.
Cada ano vem e vai
E chamam-lhe Pai-Natal
Mas nem é natal nem pai
Só Jesus é tal e qual.
Jesus apareceu na terra
Pequenino e despojado,
O outro está na berra,
bem vestido e engordado.
O das barbas vem fardado
E só diz: Ho, ho, ho hos
Só o Verbo Encarnado
Falou claro para nós.
Jesus é o homem divino
Que por todos se imola
e é nosso pão e vinho;
O outro é só coca-cola.
O Pai Natal é da lenda,
Jesus é Deus na história,
Que caminha em nossa senda
E nos aviva a memória.
O Verbo habita entre nós
E vem a nós pela fé
O outro vem em trenós
Entrando pela cheminé.
O velho do Pai Natal
Vem e vai anualmente
Jesus nasceu num curral
Pra ficar eternamente.
Jesus foi anunciado
Pelos antigos profetas
O outro é patrocinado
Pelas mais recentes petas.
O Pai Natal é suspeito,
pois só gosta das crianças;
Jesus não tem tal defeito:
Para todos é esperança.
Um dá presentes comprados
Na quadra que logo passa;
Jesus foi-nos ofertado
para sempre e de graça.
O Pai natal não se importa
com presépios e pastores;
Jesus a todos exorta
a ser no presépio atores.
O Pai natal vem carregado
De sacos e fardos de prendas;
Jesus alivia o fardo
das nossas vidas e sendas.
Natal só será, portanto,
se Jesus for celebrado;
E se o S. Nicolau for o Santo
Também será festejado.
Isidro Lamelas
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
NOSSA SENHORA DOS REMÈDIOS, a ROMARIA DE PORTUGAL que já foi"
Obviamente de qualquer lamecense (também de Penude) ao passar pelo baconino mês de Setembro, para além do fim das “malhadas”, da “arranca”, dos primeiros “abais”, da embriagues das vindimas (do vinho fino e outros mostos menos generosos que as margens do nosso vizinho rio Douro oferenda aos homens da terra) lembrar-se-á, de certeza, dessa festividade que já foi “A ROMARIA DE PORTUGAL”, ou seja das festas de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade de Lamego. Com ela veio-me também à memória a palavra “ROMEIRO”, expressão que neste mês e nos tempos de criança tinha um sentido quase mágico. Lembro-me, como se fosse hoje, em que eu e meus irmãos (Carlos, Isidro, Fátima) andávamos por aquelas “lameiras” (Decavaleiro, Decanhardo, Cortes, S. Silvestre, Morqueijo, Tapada, Lameira Solta) e serras (Meadas) com o gado a pastar (vacas, burra, cabras, etc) e víamos pelos caminhos ancestrais (térreos ou graníticos, que lavravam celticamente aquelas terras “do demos” mas também de um Deus que nos ensinaram e piamente acreditávamos e metodicamente ainda acredito, “mutais mutandis”…) fileiras intermináveis de ROMEIROS se movimentando serranias abaixo que nem o enorme terço de minha mãe desfiado ordeira e piamente rumo à “salva rainha, mãe de misericórdia” e ao “abença pai abença mãe”! Que criatura felizes eram estes PEREGRINOS de Nossa Senhora dos Remédios! A pé ou a cavalo nas suas mulas, éguas, burras ou a pé, uns ante outros, como eu os estou a ver, descendo, descendo até desaguarem pelo largo da feira em Lamego. Traziam consigo sonhos, agradecimentos (pela “nobidade” que foi melhor de nos demais anos, promessas (de uma “maleita” curada ao rapazeco ou à patroa (ou aos gadinhos, que ali também eram gente…). Para além da cura da alma estes ROMEIROS de Nossa Senhora dos Remédios que passavam por todos os caminhos (hoje de silvas, mato e outro entulho) do vale da freguesia de Penude, traziam os alforges dos cavalos, mulas e burrecas, repletos de manjares tão bons, tão deliciosos, tão paradisíacos que não há metáforas que os comparem ao quer que seja! Ok, não encontrando melhor expressão, direi então, que eram di-vi-nais ! Ainda eles vinha descendo por aquelas veredas que entaipavam as nossas “lameiras” e, já a umas centenas de metros sentíamos o cheiro a bola de bacalhau, a salpicão da língua, a presunto, a moira, a postas de bacalhau no ovo ou farinha frita. Para já não falar dos garrafões de vinho dependurados ou em “pipitos de beber”. E nem imaginam, caros leitores, como estas “pingas” vindas lá das serras desta gente deviam ser “daqui” (de trás da orelha!!!). Sim porque estes nossos ROMEIROS vinham quase sempre a cantar por ali abaixo, quase não sentindo a dor dos pés naquela caminhada agreste de caminhos acidentados. Cantavam cações religiosas e profanas, numa mistura a que o tal deus Baco não era nada indiferente… Estas vozes de homens e mulheres (raramente se via uma criança…um dia havia de chegar a sua vez, ao contrário de hoje que querem e lhes damos tudo, como “não houvesse um tempo”) eram acompanhadas por uma ou outra concertina e muitos “realejos” bailando naqueles beiços que nem moça serrana em primeiro coito nupcial (que, como sabem, também já não existem…). Cantavam “Ó Manel da rola tens as calças rotas, tens os olhos tortos as pernas marotas”; “Óh oliveira da serra”; e também cantigas bentas.
Por onde passavam estes bons ROMEIROS procuravam, de quando em vez, ter gestos de “bons cristãos” e então ora davam um pedaço de bola a um pedinte, a uma criança que apascentava o gado por aqueles campos (na altura não existia trabalho infantil…). Tanto assim era que, numa ocasião em que eu e meus irmãos Carlos Manuel e Isidro “andávamos com as vacas” numas terras que o nosso pai tinha em S. Silvestre, lembramo-nos de irmos “pedir uma esmola” aos ROMEIROS que peregrinavam por ali rumo à Senhora dos Remédios. Então pegamos nas roupas mais velhas que os 3 tínhamos vestidas para o Carlos vestir, assim dando a ideia de pobrezinho! Assim vestido da pior roupita dos 3, o coitado do moço lá se foi aproximando do caminho onde eles não tardariam a passar (ficando nós, eu e Isidro) escondidos cá em cima atrás de uns amieiros, instruindo o Carlos a dizer “Dê-me um esmoalhau)molinha que sou pobrezinho"...E elas davam! E eles davam! Bola (de bacalhau), salpicões, chouriças, biscoito, presunto e broa....E lá iam eles por ali abaicho, caminhos e carreiros entaipados por pedras deformadas e graníticas (eternas!). desciam serra abaixo planalto de Penude fora, desaguando na lendária cidade de Lamego, recebidos maternalmente entre seios das Senhora dos Remédios, por onde andavam noite e dia numa festança baconina (por entre promessas feitas à senhora pelas maleitas desaparecidas, amores reencontrados, etc).
A esses bons romeiros que por mim passaram...vais este meu "rosário de recordações"
Filipe Pereira Lamelas a AGOSTO/2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
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