quarta-feira, 5 de junho de 2013

Deixo-vos aqui um interessante video criado com a orientação do nosso conterrâneo Pe. Leonel Claro (mais um homem da nossa terra de que escolheu como lema de vida a entrega ao bem comum, na forma evangélica ).
 Vejam pois:


https://dl.dropboxusercontent.com/u/16677417/Vocations%20Crisis%20%20%20Goodness%20Reigns%202013.flv

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Grupo de jovens é formado por elementos...
G Jovens de Penude22 de Maio de 2013 15:23
O Grupo de jovens é formado por elementos entre os 15 aos 40 anos (mais ou menos). Existe desde 2000. Objetivos: Incentivar os jovens a participar em actividades relacionadas com a religião cristã e acima de tudo, ajudar a comunidade de Penude em vários ramos. Não esqueçendo o divertimento e o convivio que nos proporciona. Estarmos juntos/unidos como irmãos... Somos um todo, somos Um. Abraço.

É uma informação que me foi amavelmente fornecida por um elemento deste grupo. Que bom que estes nossos jovens partilhassem também as suas experiencias aqui no sítio de todas as pessoas de penude e amigos ou curiosos. deixo o repto à juventide!
Valeu? Força aí!
;) abraço.

FL

quinta-feira, 28 de março de 2013


Serafim Ferreira da Silva, bandeirante da paz e bem
Tive conhecimento pelo jornal “Missões Franciscanas, uma publicação da União Missionária Franciscana (OFM), no seu N.º 791/01/2013, do falecimento de Frei Serafim Ferreira da Silva, sendo que, na sua nota biográfica consta que (…) “regressado a definitivamente a Portugal em 1968, o bichinho missionário continuava a roer-lhe lá por dentro, sendo diretor deste mensário e depois Vice-Procurador da UMF, cargo que exerceu durante largos anos. Foi nesta qualidade que assumiu o trabalho de animação missionária, pela palavra e pelos meios audiovisuais, a partir de 1971 e durante mais de 30 anos.” (…). È precisamente por causa desta faceta deste “bandeirante” da UFM (pela palavra e pelos meios audiovisuais, a partir de 1971 e durante mais de 30 anos) que este meu texto pode acontecer.
Com efeito estaríamos, se a memória não me engana, no ano de 1972/1973, andava este franciscano (acompanhado do seu colega o Frei Vieira, ainda bem vivo e que o Altíssimo o guarde assim, lá pelo Largo da Luz, cuidando, agora da horta e jardins que nem os melhores mestres dos jardins da Babilónia ou Versailles) sempre numa carrinha 404 de cor creme (apinhada de livros, agendas, patelas, maquinas de slides e de filmar, resmas de fios eléctricos e sei lá que mais!) correndo as quatro aragens desta terra lusa, desbravando a selva da interioridade beirã que nem bandeirante procurando o ouro da boa vontade pregando-lhes Francisco, da “paz e do bem” a quem Cristo abraçou, do cima da cruz.

Foi nesta “preguera”, domingo à tarde, lá pelo verão desses tempos idos que esta caravana de paz e do bem, trepou a Penude, portas de Lamego acima, tudo desmontando metodicamente no átrio da igreja (S. Pedro de Penude) enquanto, em sua volta, miúdos atentos, olhinhos precisos naquele desmontar de fios e pagelas santas, livrinhos e gestos em terra serrana em que nada havia ou acontecia…Era num Domingo, dia santo de guarda, da parte da tarde, no salão da Igreja, pequeno e escuro, agaiatada á pinha todos ali juntos (uns da catequese, outros da “cruzada”, do “grupo de jovens”, ou da “acção católica) a vermos o frade (Serafim da Silva) de máquina em riste quase quase pronta a rodar a vida do Santo de Assis a quem Cristo abraçou, do alto da cruz.

Quantos daqueles pequenos não estariam a ver, pela primeira vez um filme na tela (mesmo que improvisada, e muito riscada e interrompida e a preto e branco)! Devo a este homem (bandeirante firme, daquela mensagem, trazida de Assis) os primeiros passos do gosto que tenho pelo cinema e, obviamente, da busca de Deus através da fraternidade humana no jeito de Assis.

Comovidamente quero, assim, recordar e homenagear este homem que, para além da mensagem de paz e bem, levou rudimentos da arte suprema da tela a tantas paragens do Portugal profundo, onde o poder político apenas chegava para colher a maquia tributária dos bolsos já praticamente vazios de um povo massacrado pela ignorância (a maior de todas as fomes que um homem pode ter!)e lá continua, quase como dantes, talvez mais vazio de gente e destino...

Obrigado Serafim Ferreira da Silva


Filipe Lamelas

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS

Aos meus caríssimos conterrâneos  da freguesia de S. Pedro de Penude (da Matancinha a Penude de Baixo) apresento votos de BOAS FESTAS 
nestes meus tímidos riscos:



Abraço a todos

FL

domingo, 25 de novembro de 2012

Á CASA DE MEU AVÔ





 «Aquela casa…tão calada num silêncio tão barulhento! Vestida tão simples, mas numa simplicidade tão quente! Aquela casa esconde vidas sem conta (só ficando ela para contar). Aquelas paredes escondem palavras sábias brandas, outras vezes fortes até ao grito. Ali passaram e passam gerações. Geração última que passa agora e em que vou, por onde minha infância correu, gastando a minha parte do chão daquela casa, nas correias com um bando de primos numa chilreada…
 Como será que seria esta casa antes da minha vez de a pisar? Não sei. Não sei nem me interessa. O que sei é o que mostra, até nas suas cicatrizes do tempo que passa, dá para ver outras coisas grandes e misteriosas que ela não diz…Vidas inteiras estão ali. Não apenas uma, mas muitas vidas. Infâncias e velhices se partilharam ali. Sempre calada, sem se importar. Até fazer questão! Uma caixa de segredos é, aquela casa.

Tão escura e velha ela está, aquela casa. Tirando Agostos, Natais e Páscoas ela é, agora, pouco mais que uma vida, e que vida, (a vida quase secular do meu avô e as boas vidas dos seus inúmeros gatos, cão, cabritos, cavalo e uns …ratos do campo! Quando era pequena, aquela enorme casa servia de tudo! De escritório, consultório, dentista, passerelle…Até dizem que o meu avô lá deu aulas de “apicultura” (é possível pois ele até colmeias tem, na quinta da casa!).
Conheço cada canto daquela casa como a palma da minha mão. Quartos pequenos como os grãos de areia e escuros, misteriosos. Rara é a vez de que me lembro de ver naqueles quartos a claridade do que o circula mas, se fechar os olhos mostram-me tantas histórias, algumas até encantadas! Atafulhados de caixas e livros, só pode ter a ver com gente que tudo aquilo usou. E em cada canto daqueles quartos, corredores e salas havia uma linda e longa teia, tecidas por horrendas artistas (meu grande filme de terror da minha infância). Tantas vezes gritei e chorei ao ver aquelas teias penduradas nas toscas pedras das paredes graníticas. Quietíssimas, silenciosas, silenciosas, indiferentes. Agora ainda lá estão e tento agora ser eu a indiferente…Tento! É verdade que continuo a não gostar de aranhas…mas também elas não nos fazem mal nenhum! Ok, são as minhas irmãs aranhas, como dizia S. Francisco de Assis. Como me diziam ‘Elas têm mais medo de ti do que tu delas!”

Mas aquela casa não é só isso, não. Fala dentro e fala fora. Ao espaço exterior chamamos-lhe quinta, a “quinta do avô". E é tão verde, tão viva (cheia de uma data de espécies de animais). Seu ar sempre fresco e suave, e doirado no tempo do verão. Por vezes parece o céu, pois está cheio de ovelhas. Tanto que me diverti naquele sítio. Tantos bonecos de neve foram lá feitos e equitação (não equitação verdadeira porque meu avô só tinha póneis e burros). É realmente um espaço fantástico. Gostava que visses. Divertir-te-ias imenso. Mas é um local que é bom de se visitar em silêncio e sozinho. No silêncio é que ouves as vozes do passado e sentes as brisas do passado. É realmente fantástico. Aquela casa, que agora quase é uma ruína, ainda sorri. Apesar do tempo e do seu estado, pode bem dizer que, viveu bem e grandiosamente.

  Tanta alma nesta casa, na casa do meu avô! Sinto uma nostalgia dos tempos em que nada importava (nem as horas, nem os livros, nem as matemáticas, nem do futuro): Tempos em que corria atrás dos sonhos, no pique da felicidade no cenário daquela casa.
Ainda tenho hoje, aquela casa toda. Aprendi quase tudo dela. Agora são apenas memórias de um passado distante que não voltará eu sei, mas que sabe bem relembrar no coração meu e demais familiares.

A casa de meu avô.

Rita Xerez Lamelas»

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TRIBUTO aos SEMINÁRIOS

TRIBUTO aos SEMINÁRIOS

No fim de semana, dias 22 e 23 de setembro decorreu em Lamego "um (re)encontro de  todos aqueles que um dia trilharam os caminhos seminários de Portugal" promovido pela UASP - União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses.
É bom e justo que a memória dos nossos fazedores de opinião abram todo o livro desta instituições de cultura privadas que tanta gente tirou do analfabetismo e marasmo cultura, substituindo-se muitas vezes ao quase nulo papel do Estado na formação dos jovens e adolescentes, particularmente na faixa interior do país. E são aos milhares esses jovens que por passaram e são, actualmente Homens com elevadas responsabilidades na vida do país: nas escolas, nas empresas, nos tribunais, no desporto, na política, na Igreja, etc…

É um tributo que orgulhosamente presto aos seminários que tanto jovem tirou do meio dos espinhos das suas terras, tantas vezes esquecidas e empedernidas no marasmo de um sistema político sectário, preconceituoso, em que parece que se tem medo de se falar, também e abertamente, sobre a abissal influência da Igreja católica na alfabetização dos portugueses. Se a republicanismo se interessou pala alfabetização da lusitana gente, parece que se esqueceu que havia lusos nos Montes Hermíneos e outros montes que fazem Portugal…Foi a Igreja Católica  que mais olhou para os planaltos e serras de dentro de Portugal e os levou à “cartilha”  da carteira da sala de aula.