terça-feira, 17 de maio de 2016

A VIA DA MISERICÓRDIA - Na Sabedoria dos Padres do Deserto Tradução, seleção e apresentação: Isidro Pereira Lamelas Ilustrações: José Filipe Pereira Lamelas Área: Teologia Coleção: Varia Págs.: 128 Ano: 2016 ISBN: 9789725405048 Preço: 9.90€ | Brevemente disponível encomendas Recomeçar todos os dias o caminho que nos leva ao interior da vida e ao coração dos outros, nisto consiste a via da misericórdia. Assim se poderia resumir a sabedoria dos Padres do Deserto e que se apresenta neste livro como uma proposta aberta a todos os peregrinos de uma vida melhor. As palavras de ouro aqui recolhidas são eco e apelo a percorrer o mesmo caminho do silêncio fecundo que nos faz falta. Muito podemos aprender com estes homens e mulheres “ébrios de Deus” que “fogem dos homens” para proporem um modo novo de ser e homem e de viver entre os homens. Mais do que conselhos ou ensinamentos a ser lidos, nestas páginas somos convidados a contemplar quadros vivos dessa sabedoria do coração que faz da misericórdia um programa de vida e uma via sempre nova a percorrer. Índice e apresentação Isidro Pereira Lamelas é Natural de Penude, concelho de Lamego e membro da Ordem Franciscana (OFM), desde 1986. Licenciou-se em Teologia pela UCP (1990) e em Ciências Patrísticas (1994), pelo Instituto Patrístico Augustinianum (Roma). Em 1998 concluiu o doutoramento em Teologia patrística na Universidade Gregoriana (Roma). É, desde 2000, professor na Universidade Católica Portuguesa e, desde 2013, diretor da revista Didaskalia. É ainda fundador e diretor da Coleção de Textos Patrísticos Philokalia. Tem publicado artigos e livros sobre o cristianismo das origens e o pensamento patrístico, o último dos quais editado na UCE, com o título: Sim Cremos. O Credo comentado pelos Padres da Igreja (UCE 2013). José Filipe Pereira Lamelas nasceu em Penude, concelho de Lamego, é casado e pai de três filhas. Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, em 1988, exerce atualmente as funções de inspetor da carreira de Inspeção do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. É co-autor do livro “Estatuto das Instituições Particulares de Solidariedade Social”, anotado (Dislivro, 2008).

domingo, 21 de fevereiro de 2016

https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xlp1/v/t1.0-9/12744025_1652800774983896_4578399167988577467_n.jpg?oh=51771311d208932106a90bdc4519e33f&oe=576D7761 É com emoção e enorme tristeza que recebo esta notícia . Talvez tenha sido dos homens que mais tenha dado a Penude, particularmente aos seus jovens. Deu-o e de um modo particularmente discreto mas muito lindo: através da MÚSICA. Ele suavizou as empedernidas e escurecidas gentes de PENUDE, com a batuta das suas pautas e teclas dos órafãos das igrejas e capelas de Penude (Matancinha, Outeiro, Quintela e Passal). A ele devo-lhe hoje arranhar um pouco no meu violão. E tanta tanta gente ele formatou musicalmente...e sempre naquele sorriso cativante e bomdoso. Tenho a certeza que estará a esta hora bem bem ao lado de Deus tocando hinos ao Altissimo em que ele sempre acreditou. Eu em tempos já lhe tinha feito uma pequena homenagem no "sitio de Penude" e tive o prazer de em vida lhe dizer tudo isto. MAis um filho de Penude que merecia ter o seu nome numa qualquer ruinha da nossa freguesia. Haja coragem e responsbilidade Senhor Presidente e demais forças viva socais...se as houver!!! Descansa em Paz MESTRE! E obrigado por o teu talento ter chegado a mim e a tanta gente. Gostava que te merecessemos. Condulências também aos seus familiares.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Caros conterrâneos, que tenhais todos um NATAL em família e com esperança, na nossa terra ou espalhados mundo fora! ABRAÇO a todos. FL

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

TEstemunho de Mª Filomena Costa

O meu testemunho À “tia” Alcina – minha Catequista Celebramos o mistério da morte. A morte rouba ao homem o que nele há de mais digno: o ser e a vida. Respeito profundamente o mistério da morte, mas custa-me aceitá-la como resposta definitiva às mais profundas aspirações e inquietações humanas, na busca da plenitude. Prefiro vê-la como semente de vida nova, para lá da fugacidade do tempo. A vida e a morte: duas faces do grande mistério oculto na vida do homem. Viver dignamente defronte da morte, quando ela vier, soberana e fria. Morrer dignamente, porque o Amor é mais forte, não teme o sofrimento e não vence nem destrói um coração cheio de amor e de fé. E é a luz da fé que projecta a vida para além da morte. Choramos a despedida das pessoas nossas amigas, que nos acompanharam na vida, que fizeram parte do nosso dia-a-dia, que connosco partilharam alegrias e tristezas, sonhos e desilusões que quase fizeram parte de nós e que agora nos deixam. Por isso, também nos sentimos morrer aos poucos com a sua morte. É um desmoronar penoso, dorido, mas digno e edificante. Choramos a despedida da tia Alcina. Ela deixa-nos o testemunho exemplar da sua vida cristã, numa doação total à Igreja, que serviu com a maior fidelidade e com exemplar dignidade, uma vida inteiramente doada a esta comunidade, que dedicada e generosamente serviu, incutindo valores humanos e cristãos, transmitindo a todos, na simplicidade do seu viver e do seu saber a sua fé e a sua alegria interior, que vinha de uma alma de bem com Deus e com o seu próximo e se derramava para o exterior. Desde os bancos da catequese, passando pelos grupos juvenis, pela adolescência, pelos jovens, até à idade adulta nos habituamos à sua presença e com ela fizemos uma caminhada verdadeiramente catequética. Tinha uma sólida formação humana e espiritual, que lhe vinha dos seus tempos de “militante” da Acção Católica, movimento muito enraizado na Paróquia e que foi grande escola de formação para leigos na Diocese. Ao longo de tantos anos deu à Igreja e à Comunidade horas sem conta, da sua vida, da sua generosidade e disponibilidade. Trabalhou em todos os sectores da vida paroquial, colaborou e apoiou as mais diversas iniciativas. Na Catequese – Quem não se lembra do seu amor, da sua dedicação à catequese. Tinha um jeito único para lidar com crianças. Sabia como ninguém, “dar catequese”, ensinar a “doutrina”, dando aos mais pequeninos autênticas “lições” de fé viva. Se Jesus nascesse nesta paróquia, tenho a certeza de que gostaria que a tia Alcina fosse a sua catequista. Na Cruzada Eucarística – Era ela que tinha a seu cuidado os uniformes dos meninos e das meninas, que depois vestia e acompanhava nas procissões, com uma alegria imensa. No Apostolado da Oração – Como zeladora do Coração de Jesus, a quem tinha particular devoção, cuidava de tudo o que dizia respeito a esta obra de apostolado. Nas devoções eucarísticas e marianas – Sempre assídua, participava, animava e orientava com cânticos e orações que tão bem sabia recitar. Na Liturgia – Sabia da importância da Liturgia, conhecia o sentido da vida litúrgica, como acção da Igreja para dar glória a Deus. Sabia explicar e participar devidamente nas cerimónias e cuidava com especial carinho por todos os símbolos litúrgicos. Zelava com um zelo inexcedível pelos altares, tratava das toalhas, das flores, dos livros, do arranjo e limpeza dos objectos litúrgicos e dos espaços envolventes. Na Pastoral dos doentes – Todos os Domingos, da parte da manhã, ia “levar Nosso Senhor” aos doentes, a quem deixava sempre uma palavra de conforto e de esperança. Na casa paroquial – A sua valiosa ajuda no tempo do saudoso Padre Borges. Era ela que fazia “o comer” para os Senhores Padres, quando vinham ajudar nas confissões ou noutros serviços. Tempos difíceis, pois não havia abundância, mas ela superava, levando de sua casa. A Paróquia tem, para com a tia Alcina, uma enorme dívida de gratidão. Ela foi servidora humilde e alegre da Palavra de Deus. Foi educadora dos irmãos na fé da Igreja. Foi o “eco fiel da Igreja local”. Sempre pronta, discreta e disponível para servir, sem esperar recompensa, sem quaisquer pretensões de reconhecimento. Ela foi a mestra, a conselheira, a confidente, a amiga, sempre presente em todos os momentos e em todas as horas. Ela foi presença materna junto de todos nós. Quando as forças lhe começaram a faltar decidiu ir para o Lar, onde era muito acarinhada e respeitada e lá terminou a sua jornada, que foi longa, oitenta e sete anos. E partiu para a Casa do Pai. É com saudade que a vejo partir para a longa viagem, sem retorno. Mas cresce a confiança de um dia, sei lá quando nem onde, a encontrar numa mansão de luz e de paz. Na vida tudo muda, tudo passa. Fica a solidão, o silêncio e o vácuo da ilusão. Mas fica gravada na alma a imagem desta grande Mulher, da Mulher forte, de que fala o Evangelho, imagens de uma vida, marcos de uma história, que não se apagarão da memória. Perante os seus restos mortais, a minha oração sincera e agradecida e a minha profunda amizade e gratidão por tudo quanto de bom e de belo fez. Com uma saudade sofrida, que só a fé torna mais leve o meu adeus de despedida. Obrigada, tia Alcina, e até breve. Penude, 24/02/2014 Mª Filomena Costa

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Em memória da nossa TIA ALCINA

Soube hoje da morte da Tia Alcina, uma mulher que em meu entender "PASSOU A VISA A FAZER O BEM" de uma forma absolutamente exemplar: serena, discreta, bela, arrumada, solidária, competente e sempre com um sorriso cordial nos lábios! Uma imagem que dela guardo e guardarei (desde criança e adolescente). A freguesia de Penude deve hora-la e honrar-se dela. Aos familiares as minhas condolências. A ela a recompensa eterna do Poderoso (por que dedicou quase toda a sua vida).

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

É uma necessidade imensa, de te dizer ,obrigado EUSÉBIO: - Pelas inúmeras alegrias que me davas em criança e adolescente, em que nos domingos á tarde (nos jogos do campeonato nacional de futebol) e nas quartas-feiras (nas taça dos campeões europeus e então taça das taças e taça UEFA) em que não havia jogo em que não ouvíamos os “relatadores” gritar no na minha telefoniazinha de bolso, “gooooooooooooooooooooooooooooooooooolo de Euséééééébio”! Obrigado pelo modo como “compensaste” tantos momentos difíceis que tive em criança e adolescente) longe da família, da terra… das minhas coisas portanto! Tu, o meu Benfica e a camisola das quinas ajudaram-me a suportar essa solidão imensa. - Pelo orgulho que desde pequeno me transmitiste em ser português refletido na tua garra e crença de que é sempre possível “dar a volta” à situação…acreditar! - Por seres a razão de eu ter nascido benfiquista e essa “coisa inexplicável” me correr nas veias dos intervalos da luta…por mais anos que passem e vicissitudes clubísticas… - Por um dia ter almoçado contigo e me teres mostrado um dos teus joelhos ao mesmo tempo que me dizias (“sem esforço não consegues!”) face ao arrepio que tive na espinha ao ver aquele juelhão completamente disforme e cheio de cicatrizes em todas as direções! Estou triste sim, apesar de saber que estás acima das contingências dos demais mortais! Não morreste, apenas faltava o ultimo rugido da “pantera negra” para coroar definitivamente o MITO! Obrigado campeão! Almada, em 6 de janeiro de 2014 exactamente em DIA DE REIS como convinha ao MAIOR ENTRE OS MAIORES!
Filipe Lamelas

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Caminhar devagarinho para uma fonte.Filosofia e Espiritualidade: Concerto para 6 orgãos Basílica de Mafra


 

A diferença entre o Pai Natal e o Menino Jesus

 

Já que muito vai de moda

Comparar o desigual

Deixai que compara agora

Jesus e o Pai Natal

 

Jesus nasceu em Belém,

filho de Maria e José

O outro dizem que vem

Da Lapónia ou lá donde é.

 

Jesus quis nascer criança

Sendo o Filho de Deus,

o outro quis logo ser grande

com barbas brancas de Zeus.

 

Cada ano vem e vai

E chamam-lhe Pai-Natal

Mas nem é natal nem pai

Só Jesus é tal e qual.

 

Jesus apareceu na terra

Pequenino e despojado,

O outro está na berra,

bem vestido e engordado.

 

O das barbas vem fardado

E só diz: Ho, ho, ho hos

Só o Verbo Encarnado

Falou claro para nós.

 

Jesus é o homem divino

Que por todos se imola

e é nosso pão e vinho;

O outro é só coca-cola.

 

O Pai Natal é da lenda,

Jesus é Deus na história,

Que caminha em nossa senda

E nos aviva a memória.

 

O Verbo habita entre nós

E vem a nós pela fé

O outro vem em trenós

Entrando pela cheminé.

 

O velho do Pai Natal

Vem e vai anualmente

Jesus nasceu num curral

Pra ficar eternamente.

 

Jesus foi anunciado

Pelos antigos profetas

O outro é patrocinado

Pelas mais recentes petas.

 

O Pai Natal é suspeito,

pois só gosta das crianças;

Jesus não tem tal defeito:

Para todos é esperança.

 

Um dá presentes comprados

Na quadra que logo passa;

Jesus foi-nos ofertado

para sempre e de graça.

 

O Pai natal não se importa

com presépios e pastores;

Jesus a todos exorta

a ser no presépio atores.

 

O Pai natal vem carregado

De sacos e fardos de prendas;

Jesus alivia o fardo

das nossas vidas e sendas.

 

Natal só será, portanto,

se Jesus for celebrado;

E se o S. Nicolau for o Santo

 Também será festejado.

 

Isidro Lamelas

terça-feira, 30 de julho de 2013

NOSSA SENHORA DOS REMÈDIOS, a ROMARIA DE PORTUGAL que já foi" Obviamente de qualquer lamecense (também de Penude) ao passar pelo baconino mês de Setembro, para além do fim das “malhadas”, da “arranca”, dos primeiros “abais”, da embriagues das vindimas (do vinho fino e outros mostos menos generosos que as margens do nosso vizinho rio Douro oferenda aos homens da terra) lembrar-se-á, de certeza, dessa festividade que já foi “A ROMARIA DE PORTUGAL”, ou seja das festas de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade de Lamego. Com ela veio-me também à memória a palavra “ROMEIRO”, expressão que neste mês e nos tempos de criança tinha um sentido quase mágico. Lembro-me, como se fosse hoje, em que eu e meus irmãos (Carlos, Isidro, Fátima) andávamos por aquelas “lameiras” (Decavaleiro, Decanhardo, Cortes, S. Silvestre, Morqueijo, Tapada, Lameira Solta) e serras (Meadas) com o gado a pastar (vacas, burra, cabras, etc) e víamos pelos caminhos ancestrais (térreos ou graníticos, que lavravam celticamente aquelas terras “do demos” mas também de um Deus que nos ensinaram e piamente acreditávamos e metodicamente ainda acredito, “mutais mutandis”…) fileiras intermináveis de ROMEIROS se movimentando serranias abaixo que nem o enorme terço de minha mãe desfiado ordeira e piamente rumo à “salva rainha, mãe de misericórdia” e ao “abença pai abença mãe”! Que criatura felizes eram estes PEREGRINOS de Nossa Senhora dos Remédios! A pé ou a cavalo nas suas mulas, éguas, burras ou a pé, uns ante outros, como eu os estou a ver, descendo, descendo até desaguarem pelo largo da feira em Lamego. Traziam consigo sonhos, agradecimentos (pela “nobidade” que foi melhor de nos demais anos, promessas (de uma “maleita” curada ao rapazeco ou à patroa (ou aos gadinhos, que ali também eram gente…). Para além da cura da alma estes ROMEIROS de Nossa Senhora dos Remédios que passavam por todos os caminhos (hoje de silvas, mato e outro entulho) do vale da freguesia de Penude, traziam os alforges dos cavalos, mulas e burrecas, repletos de manjares tão bons, tão deliciosos, tão paradisíacos que não há metáforas que os comparem ao quer que seja! Ok, não encontrando melhor expressão, direi então, que eram di-vi-nais ! Ainda eles vinha descendo por aquelas veredas que entaipavam as nossas “lameiras” e, já a umas centenas de metros sentíamos o cheiro a bola de bacalhau, a salpicão da língua, a presunto, a moira, a postas de bacalhau no ovo ou farinha frita. Para já não falar dos garrafões de vinho dependurados ou em “pipitos de beber”. E nem imaginam, caros leitores, como estas “pingas” vindas lá das serras desta gente deviam ser “daqui” (de trás da orelha!!!). Sim porque estes nossos ROMEIROS vinham quase sempre a cantar por ali abaixo, quase não sentindo a dor dos pés naquela caminhada agreste de caminhos acidentados. Cantavam cações religiosas e profanas, numa mistura a que o tal deus Baco não era nada indiferente… Estas vozes de homens e mulheres (raramente se via uma criança…um dia havia de chegar a sua vez, ao contrário de hoje que querem e lhes damos tudo, como “não houvesse um tempo”) eram acompanhadas por uma ou outra concertina e muitos “realejos” bailando naqueles beiços que nem moça serrana em primeiro coito nupcial (que, como sabem, também já não existem…). Cantavam “Ó Manel da rola tens as calças rotas, tens os olhos tortos as pernas marotas”; “Óh oliveira da serra”; e também cantigas bentas. Por onde passavam estes bons ROMEIROS procuravam, de quando em vez, ter gestos de “bons cristãos” e então ora davam um pedaço de bola a um pedinte, a uma criança que apascentava o gado por aqueles campos (na altura não existia trabalho infantil…). Tanto assim era que, numa ocasião em que eu e meus irmãos Carlos Manuel e Isidro “andávamos com as vacas” numas terras que o nosso pai tinha em S. Silvestre, lembramo-nos de irmos “pedir uma esmola” aos ROMEIROS que peregrinavam por ali rumo à Senhora dos Remédios. Então pegamos nas roupas mais velhas que os 3 tínhamos vestidas para o Carlos vestir, assim dando a ideia de pobrezinho! Assim vestido da pior roupita dos 3, o coitado do moço lá se foi aproximando do caminho onde eles não tardariam a passar (ficando nós, eu e Isidro) escondidos cá em cima atrás de uns amieiros, instruindo o Carlos a dizer “Dê-me um esmoalhau)molinha que sou pobrezinho"...E elas davam! E eles davam! Bola (de bacalhau), salpicões, chouriças, biscoito, presunto e broa....E lá iam eles por ali abaicho, caminhos e carreiros entaipados por pedras deformadas e graníticas (eternas!). desciam serra abaixo planalto de Penude fora, desaguando na lendária cidade de Lamego, recebidos maternalmente entre seios das Senhora dos Remédios, por onde andavam noite e dia numa festança baconina (por entre promessas feitas à senhora pelas maleitas desaparecidas, amores reencontrados, etc). A esses bons romeiros que por mim passaram...vais este meu "rosário de recordações" Filipe Pereira Lamelas a AGOSTO/2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Hoje apetece-me muito, saudar calorosamente o GRANDE PATRIARCA DE LISBOA que a sapiência do franciscano de ROMA nomeou: D. MANUEL CLEMENTE! Foi meu professor de "História do Pensamento Português" na UCP de Lisboa em 1982 (se não me engano). Há homens que deixam logo marcas! Logo na altura me pareceu que aquele seu espírito estava bem aberto à verdade (que nunca estava só num canto desta casa unive...rsal, mas nos 4 cantos, dizia). Garanto-vos que foi dos melhores eventos que ocorreu no nosso país. Roma e Lisboa estão pois bem entregues. Ambas têm os espíritos superiormente iluminados, assim os deixem agir em conformidade com o seu pensamento... Assim os deixem, porque querer não é só poder! É que por vezes há "poderes" que a razão não entende, mesmo que iluminada pela fé!...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Deixo-vos aqui um interessante video criado com a orientação do nosso conterrâneo Pe. Leonel Claro (mais um homem da nossa terra de que escolheu como lema de vida a entrega ao bem comum, na forma evangélica ).
 Vejam pois:


https://dl.dropboxusercontent.com/u/16677417/Vocations%20Crisis%20%20%20Goodness%20Reigns%202013.flv

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Grupo de jovens é formado por elementos...
G Jovens de Penude22 de Maio de 2013 15:23
O Grupo de jovens é formado por elementos entre os 15 aos 40 anos (mais ou menos). Existe desde 2000. Objetivos: Incentivar os jovens a participar em actividades relacionadas com a religião cristã e acima de tudo, ajudar a comunidade de Penude em vários ramos. Não esqueçendo o divertimento e o convivio que nos proporciona. Estarmos juntos/unidos como irmãos... Somos um todo, somos Um. Abraço.

É uma informação que me foi amavelmente fornecida por um elemento deste grupo. Que bom que estes nossos jovens partilhassem também as suas experiencias aqui no sítio de todas as pessoas de penude e amigos ou curiosos. deixo o repto à juventide!
Valeu? Força aí!
;) abraço.

FL

quinta-feira, 28 de março de 2013


Serafim Ferreira da Silva, bandeirante da paz e bem
Tive conhecimento pelo jornal “Missões Franciscanas, uma publicação da União Missionária Franciscana (OFM), no seu N.º 791/01/2013, do falecimento de Frei Serafim Ferreira da Silva, sendo que, na sua nota biográfica consta que (…) “regressado a definitivamente a Portugal em 1968, o bichinho missionário continuava a roer-lhe lá por dentro, sendo diretor deste mensário e depois Vice-Procurador da UMF, cargo que exerceu durante largos anos. Foi nesta qualidade que assumiu o trabalho de animação missionária, pela palavra e pelos meios audiovisuais, a partir de 1971 e durante mais de 30 anos.” (…). È precisamente por causa desta faceta deste “bandeirante” da UFM (pela palavra e pelos meios audiovisuais, a partir de 1971 e durante mais de 30 anos) que este meu texto pode acontecer.
Com efeito estaríamos, se a memória não me engana, no ano de 1972/1973, andava este franciscano (acompanhado do seu colega o Frei Vieira, ainda bem vivo e que o Altíssimo o guarde assim, lá pelo Largo da Luz, cuidando, agora da horta e jardins que nem os melhores mestres dos jardins da Babilónia ou Versailles) sempre numa carrinha 404 de cor creme (apinhada de livros, agendas, patelas, maquinas de slides e de filmar, resmas de fios eléctricos e sei lá que mais!) correndo as quatro aragens desta terra lusa, desbravando a selva da interioridade beirã que nem bandeirante procurando o ouro da boa vontade pregando-lhes Francisco, da “paz e do bem” a quem Cristo abraçou, do cima da cruz.

Foi nesta “preguera”, domingo à tarde, lá pelo verão desses tempos idos que esta caravana de paz e do bem, trepou a Penude, portas de Lamego acima, tudo desmontando metodicamente no átrio da igreja (S. Pedro de Penude) enquanto, em sua volta, miúdos atentos, olhinhos precisos naquele desmontar de fios e pagelas santas, livrinhos e gestos em terra serrana em que nada havia ou acontecia…Era num Domingo, dia santo de guarda, da parte da tarde, no salão da Igreja, pequeno e escuro, agaiatada á pinha todos ali juntos (uns da catequese, outros da “cruzada”, do “grupo de jovens”, ou da “acção católica) a vermos o frade (Serafim da Silva) de máquina em riste quase quase pronta a rodar a vida do Santo de Assis a quem Cristo abraçou, do alto da cruz.

Quantos daqueles pequenos não estariam a ver, pela primeira vez um filme na tela (mesmo que improvisada, e muito riscada e interrompida e a preto e branco)! Devo a este homem (bandeirante firme, daquela mensagem, trazida de Assis) os primeiros passos do gosto que tenho pelo cinema e, obviamente, da busca de Deus através da fraternidade humana no jeito de Assis.

Comovidamente quero, assim, recordar e homenagear este homem que, para além da mensagem de paz e bem, levou rudimentos da arte suprema da tela a tantas paragens do Portugal profundo, onde o poder político apenas chegava para colher a maquia tributária dos bolsos já praticamente vazios de um povo massacrado pela ignorância (a maior de todas as fomes que um homem pode ter!)e lá continua, quase como dantes, talvez mais vazio de gente e destino...

Obrigado Serafim Ferreira da Silva


Filipe Lamelas

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS

Aos meus caríssimos conterrâneos  da freguesia de S. Pedro de Penude (da Matancinha a Penude de Baixo) apresento votos de BOAS FESTAS 
nestes meus tímidos riscos:



Abraço a todos

FL

domingo, 25 de novembro de 2012

Á CASA DE MEU AVÔ





 «Aquela casa…tão calada num silêncio tão barulhento! Vestida tão simples, mas numa simplicidade tão quente! Aquela casa esconde vidas sem conta (só ficando ela para contar). Aquelas paredes escondem palavras sábias brandas, outras vezes fortes até ao grito. Ali passaram e passam gerações. Geração última que passa agora e em que vou, por onde minha infância correu, gastando a minha parte do chão daquela casa, nas correias com um bando de primos numa chilreada…
 Como será que seria esta casa antes da minha vez de a pisar? Não sei. Não sei nem me interessa. O que sei é o que mostra, até nas suas cicatrizes do tempo que passa, dá para ver outras coisas grandes e misteriosas que ela não diz…Vidas inteiras estão ali. Não apenas uma, mas muitas vidas. Infâncias e velhices se partilharam ali. Sempre calada, sem se importar. Até fazer questão! Uma caixa de segredos é, aquela casa.

Tão escura e velha ela está, aquela casa. Tirando Agostos, Natais e Páscoas ela é, agora, pouco mais que uma vida, e que vida, (a vida quase secular do meu avô e as boas vidas dos seus inúmeros gatos, cão, cabritos, cavalo e uns …ratos do campo! Quando era pequena, aquela enorme casa servia de tudo! De escritório, consultório, dentista, passerelle…Até dizem que o meu avô lá deu aulas de “apicultura” (é possível pois ele até colmeias tem, na quinta da casa!).
Conheço cada canto daquela casa como a palma da minha mão. Quartos pequenos como os grãos de areia e escuros, misteriosos. Rara é a vez de que me lembro de ver naqueles quartos a claridade do que o circula mas, se fechar os olhos mostram-me tantas histórias, algumas até encantadas! Atafulhados de caixas e livros, só pode ter a ver com gente que tudo aquilo usou. E em cada canto daqueles quartos, corredores e salas havia uma linda e longa teia, tecidas por horrendas artistas (meu grande filme de terror da minha infância). Tantas vezes gritei e chorei ao ver aquelas teias penduradas nas toscas pedras das paredes graníticas. Quietíssimas, silenciosas, silenciosas, indiferentes. Agora ainda lá estão e tento agora ser eu a indiferente…Tento! É verdade que continuo a não gostar de aranhas…mas também elas não nos fazem mal nenhum! Ok, são as minhas irmãs aranhas, como dizia S. Francisco de Assis. Como me diziam ‘Elas têm mais medo de ti do que tu delas!”

Mas aquela casa não é só isso, não. Fala dentro e fala fora. Ao espaço exterior chamamos-lhe quinta, a “quinta do avô". E é tão verde, tão viva (cheia de uma data de espécies de animais). Seu ar sempre fresco e suave, e doirado no tempo do verão. Por vezes parece o céu, pois está cheio de ovelhas. Tanto que me diverti naquele sítio. Tantos bonecos de neve foram lá feitos e equitação (não equitação verdadeira porque meu avô só tinha póneis e burros). É realmente um espaço fantástico. Gostava que visses. Divertir-te-ias imenso. Mas é um local que é bom de se visitar em silêncio e sozinho. No silêncio é que ouves as vozes do passado e sentes as brisas do passado. É realmente fantástico. Aquela casa, que agora quase é uma ruína, ainda sorri. Apesar do tempo e do seu estado, pode bem dizer que, viveu bem e grandiosamente.

  Tanta alma nesta casa, na casa do meu avô! Sinto uma nostalgia dos tempos em que nada importava (nem as horas, nem os livros, nem as matemáticas, nem do futuro): Tempos em que corria atrás dos sonhos, no pique da felicidade no cenário daquela casa.
Ainda tenho hoje, aquela casa toda. Aprendi quase tudo dela. Agora são apenas memórias de um passado distante que não voltará eu sei, mas que sabe bem relembrar no coração meu e demais familiares.

A casa de meu avô.

Rita Xerez Lamelas»